quarta-feira, maio 28, 2008

Já brinca...


A Flor já começou a prestar mais atenção aos bonequitos, fica uns 10 minutos em cada sitio e assim lá vou fazendo as camas e dando o jeito à casa que mais parece a "pocilga".
Ela está optima, ontem foi fazer o tal de rastreio auditivo, está tudo ok.
Já se ri muito e tenta chegar a um dos bonecos da cadeira. Fica muitas horas acordada e gosta de perceber que a irmã está em casa e roda a cabeça para encontrá-la. Está um amor de bebe.

A Patuxa ontem caiu na escolinha, vinha com a perna com uma negra enorme e a testa, chegou muito triste, nem quis brincar, foi tomar banho e ir para a cama ver um filme, ora com a minha companhia ora com a do pai. O meu coração ficou pequenino pequenino, foi a primeira queda que deu, e logo ontem eu não fui buscá-la à escolinha.

Beijinhos a todas, até já

sábado, maio 24, 2008

Mummm



Algo me diz que fiquei bem na fotografia, muummm
Eh eh eh, bati o recorde 125 ml

sexta-feira, maio 23, 2008

Post sobre cocos


Os blogs das mães teem destas coisas, post estranhos... Ora vejam;

A minha Patuxa não mamou, melhor dizendo mamou 6 dias, nem houve tempo para mais nada, sem motivo aparente o leite foi embora, sem uma dor, nada, desapareceu. Isso fez com que ela e nós sofressemos o horror de ter uma bebe que ao 10º dia de vida fez o 1º clister e nunca mais deixou de fazer ou ter ajuda. Até aos 20 meses foi assim, ora clister, ora ginastica, xaropes sem conta. Ainda hoje não faz todos os dias e é sempre doloroso para ela. Ainda no Natal esteve 7 dias sem fazer, fomos ao hospital fazer um clister com sonda, por isso vejam o sofrimento que foi.
Muitas vezes eu o pai e ela choramos, com a força que ela tinha que fazer, não tem conta as vezes em que até o leite lhe saia pela nariz com tantos exercicios para a ajudar, foi muito muito complicado. Não me lembro de ver um coco na fralda, nunca fez, talvez por isso até tenha sido mais fácil o desfralde.

Desta vez a minha luta foi dar mama, evitar dessa forma a obstipação.
Consegui, apesar de ter sofrido horrores no inicio agora tudo passou e cada coco na fralda e devem ser uns 6 por dia faz com que eu ria, um sorriso de orelha a orelha. Mas como também existe o reverso da medalha, esta agora está meio assadita, umas borbulhitas que teimam em não sair. Ora isto é algo novo para mim. Que me aconselham mamas experientes em cocos e rabitos assados? Alem do halibut.

Bom fim de semana, beijinhos e até já

terça-feira, maio 20, 2008

Coisas boas...


Até podia começar o post com coisas chtas, tipo a Flor está doentinha, mas não, hoje vou apenas falar de coisas boas (assim afasto as outras)...espero

E como tenho que agradecer alem da tentativa de pequeno almoço na cama tenho que agradecer também ele ter fechado a loja para ir à festinha com a familia, obrigado papa.

A festinha do senhor Monteiro (pai do padrinho do meu homem) foi optima, 90 anos, está em excelente forma, apenas a visão turva o faz lembrar da idade que tem.
Foi um almoço, lanche e quase jantar, num terreno no meio de uma horta, para a Patuxa não podia ser melhor.
Começou por ter vergonha e não sair das minhas pernas mas assim que percebeu que tinha onde brincar ficou feliz.
Andei a mostrar-lhe as cebolas, as batatas, os alhos, os coentros, essas coisas. Plantamos umas coisas, vimos o poço fundo e ainda andamos de baloiço. Jogou á bola, fartou-se de correr, foi muito fixe.
Eu comi montes de bolos e docinhos, até comi farofias, coisa que não comia à imenso tempo. Maravilha, a dieta agradece.
A Flor portou-se muito bem, dormiu e mamou todo o dia.
E viva o senhor Monteiro, parabens para ele e que faça muitos mais.


Obrigado pelo miminho mama pimpolho, vou ver se consigo colar aqui.



Até já

domingo, maio 18, 2008

Fim de semana...


Hoje pelas 8 da manha e após a mamada da Flor e do leitinho da Patuxa, o pai entra no quarto e perqunta se quero torradas. Até fiquei sem palavras, foram precisos 15 anos para me surpreender. Mas coitado teve azar pois não tinha manteiga, mas disse-lhe que podia ser com doce, e ele lá foi preparar.
Agora são 10 da manha e já comi e já limpei o frigorifico, lavei a loiça do pequeno almoço, arrumei umas coisas no quarto da pequena e já estou aqui a cuscar e a fazer tempo para a proxima mamada para depois sairmos.
Hoje vamos a um almoço de um amigo da familia que faz a bela idade de 90 anos, que maravilha não é? Quem me dera lá chegar.


A minha Patuxa está melhor, a tosse mantem-se mas menos intensa.
A pequenota está bem, sexta para sabado aguentou 5 horas a descansar, maravilha. Mas ontem brindou-nos com uma birra de 2 horas. Enfim...não se pode ter tudo...ou quase tudo.
Bom domingo para todas, fiquem bem e até já.

quinta-feira, maio 15, 2008

Doentita...


Tal como previa a tosse trouxe algo mais. Hoje por volta das 4 da manha a Patuxa choramingou, tossiu, chamou e vomitou.
V
omitou até hoje de manha, não dormi-mos mais, foi uma noite de troca de roupas e limpezas de cama.
Eu nervosa com medo que seja mais que vomitos e tosse, que seja mais uma gastro, eu a proteger a Flor. O pai ficou com ela o resto da noite.
De manha tomou banho, não comeu mais nada e foi para casa da avo, eu aqui fiquei com um sentimento de culpa de frustração, uma coisa horrivel.
Sinto-me tão triste, sinto-a tão triste e indefesa, não estou a conseguir acalma-la
Porra para isto, nunca pensei que fosse tão complicado gerir estas duas vidinhas que dependem de nós, porra
Beijos

segunda-feira, maio 12, 2008

CONSULTA

Hoje fomos à consulta, um mês e quase duas semanas (faz amanhã).
Tem 4.660 Kg e mede 56, 5 cm. Está no percentil 50 no peso e no 75 no comprimento.
Aumentou cerca de 1 kilo, segundo a pediatra está optima, mas eu pensei que estaria mais gorda.
Continua só a mamar o meu leite, mas acho que já está a faltar, dá-me ideia que ela já não fica satisfeita como antes.
A pediatra recomendou que volta-se a utilizar a bomba para ver se o leite volta em força e alem disso que eu não bebe-se leite de vaca pois pode estar a agravar as borbulhas que teimam em não desaparecer da carita da Flor, vou então beber leite de soja incluindo os iogortes.
É uma bebe dificil para dormir, leva cerca de uma hora e sempre ao colo ou na alcofa de um lado para o outro. Dorme pouco, de noite ainda pior. Se de dia ainda mama de 3 em 3 horas, à noite é sempre de 2 em 2 horas.
Hoje riu imenso logo de manha, riu-se com sentido, e claro foi para mim.

A D.Patuxa está doentita, com muita tosse. Dormir destapada é no que dá. Continua com imensas birras e não quer ir para o colégio. Ontem fui com ela à festinha de uma amiga mas tive que vir embora pois ela chorou, não quis sair de ao pé de mim. Nem sequer um beijinho deu à amiguinha. O comportamento dela está terrivel, não só porque já era assim mas sobretudo pela chegada da irmã, ela sentiu e muito, por mais que me esforçe sei que ela está triste. Vamos ver se melhora entretanto, mas parte-me o coração. Esta idade também é de negação, afirmação e birras, tudo junto dá nisto.

Beijinho a todas.

quarta-feira, maio 07, 2008


RAROS MOMENTOS A DOIS

Esta imagem é rara por isso resolvi pedir-lhe para tirar uma fotografia e ficar registado o momento.
O pai cá de casa é um amor de pessoa, é um bom pai, um bom companheiro, mas muito ausente e isso custa, custa muito.
Por ele trabalhava 24 horas, quase que o faz, pois vai as 9 e volta as 20 ou mesmo depois, inclui sabados, domingos e feriados. Apenas tira os domingos de manha e uns dias de férias (e muitos como sabem são passados sozinho, não conosco) Tudo isto me provoca arrepios, deixa-me triste mas torna-me ainda mais forte.
É esta força que quero ter para o resto da vida e é esta força que quero que as minhas filhas tenham.
Beijo a todas, cheia de saudades vossas e sem tempo para vos visitar

quinta-feira, maio 01, 2008

foto retirada

Um mês (já???)

O parto.
Dia 31 Março foi à última consulta no hospital, 41 semamas e um dia, marcaram-me a indução para o dia seguinte e o internamento nesse mesmo dia depois das 19 horas.
E lá fui eu as 19, com aquela sensação estranha que seria a última noite com a Flor na barriga, chorei todo o caminho.
Fui internada, fizeram CTG, deram clisters, falaram da indução para a manha seguinte, assinei o protocolo, conversei com a moça do lado e assim se passaram umas quantas horas.
Quanto me deitei e passado um pouco acordei cheia de dores pensei que estaria a sonhar, segundo me lembrava aquelas eram as dores das contraçoes, nem queria acreditar.
Comecei a contar e elas estavam de 5 em 5 minutos, eu muito espantada pois nunca pensei que iria acontecer naturalmente, eu estava ali para induçao não para entrar em trabalho de parto de noite.
Fiquei feliz e chamei a enfermeira que logo me viu e disse que iria já para baixo, pois já tinha 4 dedos de dilatação. E lá fui na bela maca.
Chegada ao piso zero por volta das 2 e meia da manha, lá veio a medica da epidural que teve imensas dificuldades em faze-la pois a minha coluna tem qq problema que até hoje não sei bem o que é. Mas depois de muito tentar la conseguiu (graças a Deus)
As dores abrandaram, liguei para a minha prima e para o papa e lá lhes disse que já estava por ali e que eles podiam vir, fartaram-se de rir pois não estavam nada à espera.
A minha prima foi a pessoa que escolhi para assistir ao parto, além da minha melhor amiga, tb é mãe e sempre quis assistir.
Ficou comigo, deu-me a mão, ajudou-me, falamos imenso, rimos, choramos. Ali estivemos horas. AS contraçoes vinham a epidural era reforçada e nada mais acontecia.
O dia chegou e chegaram os 7 dedos de dilatação e muitas dores e muitos reforços. Uma médica decidiu que deveria rebentar as aguas e apartir dai veio o terror. A dilatação regrediu até aos 5 dedos e ali ficou horas sem fim.
Muitas médicas passaram, outras tantas enfermeiras e nada acontecia, o mal estar era geral, ligaram entretanto a antena na cabeça da Flor, deram-me oxigenio e passaram a vir mais vezes ver-me. Nunca tive falta de assitencia.
A minha prima é psicologa, as 14 horas teria uma consulta importante, não podia faltar, perquntou quanto ainda ia demorar; a resposta foi uma hora ou um dia. Ela tinha mesmo que ir. O meu chão caiu, fiquei sem saber o que fazer, ela estava a ser uma companhia excelente, eu não conseguia ficar sozinha. A médica viu que eu estava em panico, pediu à psicologa do hospital para vir, mas eu disse que não, preferia então que viesse o pai.
Nunca quis que ele assisti-se, não é de meu agrado, para ele também não. Mas senti que tinha que ser, e ele lá veio.
As 14 horas ali estavamos os dois, eu comecei entretanto a vomitar, senti que algo que não estava bem, senti-me mal. Lá vieram ver-me e confirmam que ela cada vez está mais subida e torta, numa posição dificil e a dilatação quase parada.
No meio disto tudo a epidural foi sempre reforçada. As dores nem eram muitas, o desconforto da posiçao dela era tremendo e eu sempre a pedir um médico para fazer cesariana pois sentia-me sem forças , incapaz sequer de respirar.
Deram-me algodão com agua para refrescar, colocaram musica, mudaram-me de posição 1000 vezes, viram-me outras 1000
Quando mais tempo passava pior eu estava, e claro ele também. O vomito era imenso, os sacos eram mudados, eis que a Flor fez o tal de meconio e tudo de volta de nós novamente. Mais um saco ligado a mim, um liquido qualquer para limpar a miuda lá dentro. Eu a passar-me da cabeça. Fez 3 sacos de liquido e saiu sempre o coco verde. Eu olhava para baixo e só via o coco a sair. Estive sempre argaleada (não sei como se escreve), antes disso nem sei quantas vezes fiz xixi na arrastateira.
Por volta das 17 horas chegou um médico, homem, e finalmente percebi que algo ia mudar. Ele viu o processo e disse para a enfermeira; já chega de sofrimento, esta mãe tem que parir já.
E assim foi, ajudou-me em seco a fazer força, com as mãos dele ajudou a dilatação a chegar aos 8 dedos e depois pediu a ventosa para ajudar a cabeça a posicionar-se.
Por ali andou, tentou não sei quantas vezes e eu só ouvia o barulho dos instrumentos.
Lá conseguiu e depois vieram os ferros. Nunca pensei passar por esta terrivel experiencia, mas assim foi. Passados uns minutos a Flor veio ao mundo, cheia e sangue e coco verde. Apenas a vi uns segundos e nem sequer a carinha a pode ver, totalmente diferente da Patuxa que fiquei com ela imenso tempo.
Chorei, senti o calor dela e fiquei feliz e esqueci as 15 horas que ficaram para tras.
Levaram-na logo, o pai estava com lágrimas nos olhos. Se não fosse ele eu acho que não tinha conseguido as ultimas forças, valeu a pena ele ter ficado, foi um excelente companheiro.
Depois veio o cozer da situação, dos estragos que foram imensos. Refez o corte anterior que estava desfeito, fez os dois novos e ainda tive direito a dois pontos no clitoris, também esse ficou mal tratado.
Tive muitas dores, muita sede, muita fome, foi muito mas muito dorido, nada comparado com a Patuxa que tinham sido 5 horitas. Mas a vida é assim, se me perquntarem se passava por tudo outravez eu apenas respondo: SIM, faria tudo de novo, acho que como todas as mães.
E foi assim o parto da Flor